Resenha: A Rosa e a Adaga - Renee Adieh

março 14, 2017 / Redação SOODA /

A história de um rei assassino e uma donzela que nunca precisa ser salva, finalmente chega ao fim, nessa obra que vai fazer você respirar, amor, magia e força para lutar por seus objetivos



A Cultura Árabe foi um dos temas bastantes pontuados entre as obras de fantasias voltadas para o público jovem, no último ano. As Mil Noites, da autora Emily Kate Johnston, A Rebelde do Deserto da autora Alwyn Hamilton, e também a duologia de A Fúria e a Auroa, da best seller do The New Yorke Times, Renee Adieh, que teve o seu segundo livro lançado no Brasil, A Rosa e a Adaga, no último mês de fevereiro de 2017.

Para quem ainda não conhece, a obra é baseada nos Contos de Mil e Uma Noites, e traz como protagonista, Sherazade, uma garota de 16 anos, que se casa com o Califa de Khorasan, Khalid. O problema é que o Rei - Menino, como é conhecido, é um assassino cruel, que mata todas as suas esposas antes da aurora do dia seguinte ao casamento.

Sherazade já sabia disso, casou com objetivo de finalmente acabar com a vida do Rei sanguinário que matou uma de suas melhores amigas. Porém, para fazer isso ela precisava sobreviver, e assim contava histórias que se estendiam por dias. Ao longo desse processo, ela percebeu que existia algo por trás desse maldito Rei, e ela precisava descobrir, afinal de contas, ela também começara a se apaixonar por ele.

Ao mesmo tempo desses acontecimentos, Tariq, seu ex-namorado foi atras dela, e para isso começou uma revolução para assim, além de resgatar a sua esposa acabar com o reinado desse Rei, que acabou com a vida de várias meninas.




Agora em A Rosa e Adaga, as cartas já foram postas a mesa, Sherazade já conhecera a maldição de Califa, que acabou por assolar a cidade de Rey, visto que ele não cumpriu a sua tarefa de matar a sua esposa, 72.

A história inicia-se, exatamente onde parou a Fúria e a Aurora, na fuga de Sherazade de Rey, e ela indo parar em um acampamento da revolução. Lá, ela reencontrará a sua irmã Irsa, seu pai Jahandar, que está quase morto, por mexer com um livro cheio de magia negra, e muitos perigos, já que ela continua sendo a Califa de Khorasan e vista como inimigos por várias pessoas do acampamento.



A MAGIA ESTÁ NO AR

No primeiro livro, havíamos conhecimento que a magia estava presente, porém havia sido pouco utilizada. Agora ela perpassa por muitos episódios, como o uso do tão falado Tapete Mágico (com muita frequência por sinal), além do aprendizado que Sherazade passa a ter com um outro feiticeiro, que muito me fez lembrar o Gênio do Alladin, no que diz respeito temperamento. Alias, uma das cenas clássicas do filme, foi praticamente refeita na escrita da autora, porém agora quem dá as cartas no Tapete Mágico, não é mais o homem e sim a mulher da história (inversão de papéis, Adoro).



NOVOS PERSONAGENS e ANTIGOS PERSONAGENS

A partir de A Rosa e a Adaga, também somos apresentados a novos personagens. Um deles é a irmã de Irsa, uma jovem garota, que tem o temperamento forte de sua irmã, apesar de que é visível a sua inocência. E aí aparece a figura de Rahim, que foi apresentado no primeiro livro, mas que tem maior destaque por aqui, principalmente por ser uma espécie de esteio a Irsa, que fica muito preocupada com as atitudes da irmã.

Reencontrar Sherazade é quase como dar de cara com uma velha amiga, que não perdeu àquele seu humor ácido, e força avassaladora, que nos conquistou no primeiro livro. Khalid, seu marido tem um crescimento interessante entre os livros, principalmente por não ser mais tão sanguinário como antes, apesar de que seu encontro com Tariq, é meio bizarro (hehehe). E Tariq que é um personagem chato no primeiro livro, vai melhorando, porém, ainda acho ele insuportável (Quando a gente tem um ranço por alguém é assim mesmo).



ENTRE HISTÓRIAS E REVELAÇÕES

A autora não esqueceu nesse livro alguma das coisas mais interessantes do primeiro: Os contos apresentados. Ao longo de toda a história, vários personagens nos apresentam lendas que são verdadeiras morais, assim como os contos de mil e uma noites.

Outro detalhe interessante, é o encadeamento da narrativa, que vai apresentando várias revelações que nos levam a vários "climax". Afinal de contas. Sherazade conseguirá acabar com a maldição de Khalid? Haverá guera entre os povos de Parthia e Khorasan? Quem está por traz de toda essa revolução? O final, a autora joga a sua adaga e nosso coração, e se a gente seguirá vivo? Só lendo até as últimas palavras dessa emocionante história.

A Duologia de Renee Adieh, se tornou uma pequena apresentação da Cultura Árabe a todos nós, suas histórias, suas lendas, seus cheiros, sabores, roupas, edificações, e tudo isso somado com uma protagonista preparada para enfrentar o pior de todos os problemas, sem esquecer de uma coisa: O amor, seja ele, por sua família, seu povo, ou seu marido.

A Rosa e a Adaga (The Rose and The Dagger)
The Wrath & the Dawn #02
Autora: Renee Adieh
Editora: Globo Alt
Ano: 2017
Skoob: 4,5 Estrelas / Goodreads: 4,22 Estrelas
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04 Estrelas
A esperada continuação de A Fúria e a Aurora, inspirado no clássico As mil e uma noites Sherazade chegou a acreditar que seu marido, Khalid, o califa de Khorasan, fosse um monstro. Mas por trás de seus segredos, ela descobriu um homem amável, atormentado pela culpa e por uma terrível maldição, que agora pode mantê-los separados para sempre. Refugiada no deserto com sua família e seu antigo amor, Tariq, ela é quase uma prisioneira da lealdade que deve às pessoas que ama. Mas se recusa a ficar inerte e elabora um plano. Enquanto seu pai, Jahandar, continua a mexer com forças mágicas que ele ainda não entende, Sherazade tenta dominar a magia crescente dentro dela. Com a ajuda de um tapete velho e um jovem sábio e tempestuoso, ela concentrará todas as suas forças para quebrar a maldição e voltar a viver com seu verdadeiro amor.
Autora: Renee Adieh É autora best seller do New York Times. O seu primeiro livro foi lançado em 2011, e seu maior sucesso foi A Fúria e A Aurora lançado em 2015. Agora em 2017 a autora está lançando Flame and The Mist, história no mundo dos Samurais.

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